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Você também sentiu que gerar leads ficou mais desafiador nos últimos anos? Não está sozinho. Nos últimos dois anos, tenho procurado entender por que está cada vez mais difícil gerar leads de forma consistente. Por isso, tenho conversado com amigos da área, lido artigos e pesquisado em empresas especializadas na previsão de tendências de consumo, o que tem me permitido acompanhar de perto as transformações no comportamento do consumidor e o impacto da tecnologia em diferentes setores. Recentemente, em uma apresentação, destaquei o CRM como uma das tendências para 2025, enfatizando a evolução para uma abordagem cada vez mais personalizada e a necessidade de ir além do simples compartilhamento de conteúdo, focando em criar experiências que conectem verdadeiramente com o consumidor.

Essa reflexão ganhou ainda mais força ao me deparar com um artigo que aborda as tendências do varejo, mas que considero aplicável a todos os setores. A ideia central é clara: não se trata apenas de vender produtos ou serviços, mas de proporcionar experiências memoráveis que reflitam as necessidades e os valores dos clientes.

Nos últimos anos, tem sido mais difícil gerar leads devido às condições atuais de mercado, como a saturação do mercado digital, mudanças em políticas de privacidade, economia global instável, expectativas mais altas dos consumidores e crescimento da concorrência em canais pagos. Esses desafios reforçam a importância de repensar estratégias e buscar formas inovadoras de se conectar com o público.

Embora o uso de IA e machine learning seja fundamental para entender e atender os consumidores de forma mais precisa, existem outras formas eficazes de conhecer o perfil dos consumidores, que podem ser implementadas por empresas de todos os tamanhos. Entre as principais estão:

  1. Pesquisa direta com consumidores: Questionários, entrevistas e grupos focais (focus groups) são ferramentas simples, mas extremamente eficazes para coletar informações sobre preferências, desafios e expectativas do público.
  2. Análise de dados internos: O histórico de compras, interações no atendimento ao cliente e comportamentos de navegação em sites são fontes valiosas de informações que ajudam a compreender padrões e tendências de consumo.
  3. Interação em redes sociais: Monitorar comentários, mensagens e engajamento em plataformas sociais é uma maneira poderosa de identificar interesses e preocupações dos consumidores.

Entre os pontos destacados no artigo, alguns conceitos chamaram minha atenção e refletem tendências relevantes para 2025:

 

1. Personalização como pilar central

A personalização não é mais um diferencial; é uma necessidade. Com o avanço da inteligência artificial e do machine learning, é possível entender profundamente o comportamento dos consumidores, antecipando suas necessidades e oferecendo soluções de forma quase intuitiva. Essa “hiperpersonalização”, além de fortalecer a relação de confiança, constrói um sentimento de exclusividade e lealdade. Essa tendência não é restrita ao varejo; pode ser aplicada em setores como educação, saúde, tecnologia e serviços financeiros.

 

2. Compartilhar experiências, não apenas conteúdo

Empresas que focam apenas em divulgar conteúdo estão perdendo uma grande oportunidade. Hoje, os consumidores buscam interações que sejam significativas e emocionantes. Uma experiência bem planejada e personalizada pode criar memórias que conectam emocionalmente os clientes à marca, transformando-os em verdadeiros embaixadores. Seja no varejo, na hospitalidade ou mesmo na indústria, o impacto de uma experiência diferenciada é universal.

 

3. Omnicanalidade e integração total

Não basta estar presente em vários canais; é preciso oferecer uma experiência coesa em todos eles. Seja na loja física, no e-commerce ou nas redes sociais, o consumidor espera uma jornada integrada e fluida. Essa integração permite que as marcas atendam os clientes onde eles estiverem, de forma consistente. Esse conceito também se aplica a setores como saúde, onde integração entre atendimento presencial e digital é essencial.

 

4. Responsabilidade social e ambiental

O ESG (ambiental, social e governança) é mais do que uma tendência; é uma exigência. As gerações mais jovens, especialmente, valorizam marcas que demonstram compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. Empresas que incorporam essas práticas de maneira genuína se destacam e conquistam a confiança dos consumidores. Seja no varejo, na indústria ou em serviços, a responsabilidade ambiental é um diferencial estratégico para 2025.

 

5. Tecnologias imersivas

Ferramentas como realidade aumentada e virtual estão transformando a maneira como os consumidores interagem com produtos e serviços. Essas tecnologias permitem experiências que vão além do tradicional, como experimentar virtualmente um produto antes de comprá-lo. Além de criar engajamento, essas soluções reduzem custos, como devoluções no e-commerce. Essa tendência também pode ser adaptada para setores como educação, turismo e entretenimento.

 

Reflexão final

À medida que avançamos em um cenário cada vez mais competitivo e dinâmico, as empresas que souberem alinhar tecnologia, personalização e experiências significativas serão aquelas que conquistarão a preferência dos consumidores. O futuro não é apenas sobre oferecer produtos ou serviços, mas sobre como podemos criar momentos que realmente impactem e inspirem.

(Artigo desenvolvido por Marco Aurélio Vieira, Linkedin: https://www.linkedin.com/in/marcoaureliovieira)

Fonte: H2M