Em um universo digital saturado por informação, campanhas que despertam emoção, afeto e conexão ganham cada vez mais relevância. E é justamente isso que a união entre o artista brasileiro Romero Britto e o fenômeno norte-americano Bobbie Goods revela: a força do branding emocional aliado à estética, à simplicidade e ao comportamento cultural.
Essa colaboração, que deu origem a um livro de colorir, vai muito além do entretenimento. Ela nos ensina como a arte, a cultura pop e a experiência sensorial podem (e devem) ser ferramentas estratégicas no marketing contemporâneo.
1. A estética como diferencial de marca
A arte de Romero Britto é reconhecida por cores vibrantes, traços marcantes e uma estética inconfundível. Já Bobbie Goods, fenômeno do TikTok e Instagram, ficou conhecida por suas ilustrações nostálgicas e experiências visuais relaxantes.
A junção desses dois universos num livro de colorir colaborativo une gerações, resgata o lúdico e mostra que estética é posicionamento. Uma identidade visual coerente não apenas diferencia uma marca, mas constrói reconhecimento e valor emocional ao longo do tempo.
No cenário atual, onde tudo é “scrollável”, ter uma linguagem visual própria é um ativo poderoso, seja em campanhas digitais, redes sociais ou produtos físicos.
2. O poder da nostalgia e da simplicidade
Colorir é uma atividade associada à infância, ao tempo livre, ao bem-estar. Em meio à aceleração do digital, experiências simples e sensoriais ganham destaque justamente por oferecerem pausa, prazer e lembrança.
Essa tendência do ‘slow content’ e do marketing sensorial já vem sendo explorada por grandes marcas globais. Coca-Cola e Starbucks, por exemplo, têm investido em campanhas que misturam experiências físicas e conteúdo digital afetivo, valorizando a jornada do consumidor de forma integrada.
Esse movimento reforça a importância de ações offline bem alinhadas às estratégias digitais, criando um ecossistema de marca mais vivo e memorável.
3. Cocriação: a marca como plataforma
Bobbie Goods nasceu como criadora de conteúdo, não como marca. Sua comunidade cresceu de forma orgânica, conectada à sua estética e estilo de vida visual. Hoje, essa audiência participa ativamente das colaborações e lançamentos um reflexo claro da nova dinâmica entre marcas e público.
As marcas mais fortes do futuro serão plataformas de cocriação. Elas vão ouvir, adaptar e construir junto com as pessoas. Ferramentas como automações de marketing, segmentações personalizadas e fluxos de conteúdo baseados em comportamento ajudam a transformar essa escuta em estratégia.
Mas nada substitui a sensibilidade para identificar o que realmente mobiliza e engaja uma comunidade.
4. Emoção como diferencial competitivo
A principal lição dessa colaboração é direta: marcas memoráveis geram sentimento, não apenas visibilidade. Elas fazem parte da rotina, do estilo de vida e da identidade do consumidor. Criam conexões afetivas por meio de experiências simples, mas marcantes.
Essa é uma dimensão do branding que muitas empresas negligenciam e que pode ser o verdadeiro diferencial em mercados saturados. Conteúdo bem pensado, linguagem autêntica e posicionamento visual consistente criam pontes de valor duradouras com o público.
O projeto de Romero Britto com Bobbie Goods mostra que o simples, quando bem executado, pode ser extraordinário. Branding vai muito além de um logotipo: envolve emoção, estética, experiência e memória.
Se você quer transformar a forma como sua marca se conecta com as pessoas, é hora de unir estratégia com criatividade de verdade.
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Fonte: Agência H2M